Dores Musculares: Principais causas e prevenções

Dores na musculatura podem até ser comuns durante a prática de algumas atividades físicas mas, quando este problema torna-se uma constante nas suas aulas de ginástica...é hora de replanejar os exercícios e procurar saber quais as causas dessas lesões.
Segundo professores e fisioterapeutas, o aluno muitas vezes persiste em continuar os exercícios sem procurar a ajuda de um profissional especializado. Com isso, ele pode adquirir lesões graves que podem interferir desde o treinamento até o seu condicionamento físico.
Para não deixar você a ver navios, sem saber qual o seu problema e o pior, sentindo dores musculares desnecessárias, é que destacamos as principais lesões, comuns no meio esportivo e suas respectivas formas de prevenção:
Estiramento muscular: (dor no músculo)
Caracteriza-se pela dor desconfortável durante a prática de atividades físicas.

Principais causas: Falta de hidratação no organismo e excesso de treinamento (overtraining).
Prevenção: Hidratação do organismo antes, durante e depois das atividades; planejamento do programa de exercícios. Procure não sobrecarregar a musculatura com atividades intensas - o ideal é dar um descanso de 24 horas para a musculatura.

Micro lesões nas fibras musculares ou dor do dia seguinte:
Lesão comum em indivíduos sem condicionamento físico e que iniciam a prática de atividades.
Principal causa: Intensidade de atividades físicas ou a execução de alguns movimentos de forma inadequada.

Prevenção: Realizar atividades físicas de forma moderada, ou seja, reduzir a intensidade para que haja uma maior vascularização (oxigenação) dos músculos.
Cãibra:
Contração da musculatura que causa uma forte dor repentina, ou seja, o músculo contrai e não consegue relaxar.
Principal causa: Falta de hidratação no organismo ( a água é a principal responsável pela contração e extensão da musculatura) e fadiga muscular.
Prevenção: Hidratar-se antes, durante e depois a prática de atividades.
Observação: Ao sentir a dor muscular, procure sempre dar um descanso de 24 horas antes de retornar às atividades.
Contratura Muscular:
O músculo contrai e não consegue voltar à posição inicial. Diferentemente da cãibra, esta lesão é progressiva podendo aparecer até hematomas na região afetada. Lesão comum em esportes aquáticos e futebol.

Principal causa: Falta de hidratação e overtraining.
Prevenção: Hidratação antes, durante e depois à prática de exercícios; um bom planejamento - supervisionado pelo professor - de todas as suas atividades e procurar exercitar a musculatura dando intervalos de 24 horas.

Algumas dicas para prevenir lesões na academia:
Utilizar sempre roupas confortáveis e tênis adequados à sua atividade;
Executar os movimentos de forma correta (aprimorar as técnicas de execução);
Aquecimento e alongamento são fundamentais para o condicionamento da musculatura a certas atividades;

Para musculação e outras atividades de carga, procure evitar o aumento de peso repentino, o ideal é realizar progressões lentas tanto na carga quanto no número de séries realizadas;
Não exagere nas atividades. O ditado "sem sofrimento sem ganho" não é válido para estes casos.
Mas, antes de partir para a auto-medicação, consulte sempre o seu médico. Este é o único profissional capacitado para indicar o melhor tratamento de acordo com a sua patologia.

4 Dicas para ganhar disposição e energia para malhar

Tem certos dias que a gente acorda sem disposição para malhar. E como querer ter resultado na malhação se o rendimento está baixo? Seja qual for o seu objetivo ao se exercitar é importante que você tenha energia. Abaixo estão 4 importantes dicas para você:

1 - Durma bem. Um período de 8 horas de sono é necessário para que o seu corpo se recupere do esforço feito no exercício. Seja para ganho de massa muscular ou emagrecimento, seu corpo funciona muito melhor quando está recuperado.

2 - Coma bem. Antes de fazer um exercício que requer força e explosão muscular como musculação e ginástica localizada é importante que seu corpo esteja com combustivel suficiente para funcionar no ideal. Fazer musculação tendo comido muito pouco ou nada antes é certeza de um mal desempenho.

3 - Beba água. Se você não bebe água antes, durante e depois do exercício seu corpo vai ser prejudicado. Fazer exercício num estado de desidratação prejudica bastante a performance. É recomendado beber no mínimo 500ml de água 30 - 60min antes do exercício, beber durante o exercício e bastante depois também.

4 - Se desejar, use um bom suplemento. Um produto muito bom para energia e disposição é o Adrena Vit da MidWay. Ele vai te dar muita energia e disposição para malhar.

Perder peso sem perder massa muscular

A verdade é que toda vez que você estiver apto a perder peso, você corre o perigo de perder massa muscular junto. A chave é tentar manter um balanço na sua dieta a fim de poder queimar o máximo de gordura e perder o mínimo de massa muscular. Aqui vão algumas dicas básicas…

- Refeições de 3 em 3 horas, todas com alimentos fontes de proteínas. Não se esqueça de ingerir proteína antes de dormir(Este é o mais importante). Ah, e sem carboidratos antes de dormir.

- Consumir menos carboidratos nas refeições, deixar os carboidratos para os horários mais importantes, como depois do treino e até 1 hora antes do treino.

- Não cortar as gorduras boas, mas também não ingerir em excesso. Tente suplementar com Omega 3 e Fish Oil.

- Cortas as frituras

- Cortar o refrigerante definitivamente da sua vida.

- Não faça uma dieta muito complexa, pois você pode não ter força de vontade(ou até mesmo saco) de seguila ao pé da letra.

- Perder peso, sem perder massa muscular naturalmente é difícil, mas não impossível. Você tem que perseguir essa meta com inteligência. Lembre-se a ingestão de proteína em todas as refeições é a chave para se manter massa.

Abdômen Definido

A propaganda é tentadora: o produto ideal para definir abdômem facilmente, no conforto de sua casa, de preferência sem esforço. Mas será que estas promessas para se um abdômen definido podem ser cumpridas?

Como já sabemos (sabemos, certo?), não existe uma fórmula para emagrecer mágica, que vai te deixar com o peso ideal de uma hora para outra.
Com o acompanhamento de um bom programa de emagrecimento e com a prática de alguns exercícios físicos, mesmo que minimamente, reduz-se peso de forma natural e saudável.
Mas será que estas recomendações também servem quando o que se quer é definir abdômen?

Como Obter um Abdômen Definido

A resposta à pergunta da seção anterior é sim... e não! Sim porque jamais alguém conseguirá definir abdômen, no sentido literal da expressão, caso aquelas gordurinhas estejam acumuladas na barriga. Afinal, tecnicamente falando, um abdômen definido é aquele cujo músculos estão tonificados por atividade física. Através da prática de exercícios abdominais, por exemplo, pode-se definir abdômen. Portando, os músculos ficarão definidos, mesmo que "escondidos" pela camanda de gordura.

Mas a resposta é não porque o que se quer, na verdade, é obter aquele efeito "tanque de lavadeira" na barriga!

Abdômen Definido: Como Chegar Lá

Antes de mais nada, é preciso avaliar a quantidade de gordura sobre os músculos abdominais (ou, em termos mais simples, o tamanho da "barriguinha"). Como vimos, é possível sim definir abdômen com a prática de exercícios abdominais, porém a definição ficará escondida pela camada de gordura — e normalmente não é isso o que se quer. Se for o caso, deve-se avaliar a possibilidade de um programa de emagrecimento e exercícios mais completo para promover a perda de peso. A prática de exercícios físicos ajudará na queima de calorias de maneira global.
Com a barriguinha em ordem, então a prática de exercícios abdominais é o caminho para se definir abdômen.

Fisiculturismo


A cada ano que passa, aumenta o interesse pelos campeonatos para a escolha do atleta de físico mais musculoso e mais harmoniosamente desenvolvido, a eles concorrendo a nata da juventude halterofilista, uma vez que os praticantes de outros esportes, que a princípio se apresentavam, foram completamente suplantados pelos seus adversários desenvolvidos por meio de pesos.

Desde há muitos anos que tais concursos eram realizados, sem entretanto terem caráter nacional nem regular, não sendo fiscalizados por qualquer entidade esportiva oficial ou submetidos a regulamentos uniformes. Muitas vezes, era uma revista que os promovia, apenas por meio de fotografias enviadas, servindo depois para base de apreciação e classificação, como Charles Atlas ou Ângelo Siciliano.

Este, ganhou um concurso regional em 1916, promovido pela revista Physical culture em Nova York, sendo sua fotografia premiada em primeiro lugar.

A partir de 1935, quando na França se realizou o primeiro campeonato "Apolo" (cujo vencedor foi Marcel Rouet), estas provas se popularizaram, tornando-se as favoritas de um número considerável de aficionados e movimentando apreciáveis somas em dinheiro, sobretudo em relação à indústria hoteleira e ao turismo. Naturalmente, disto se beneficiou o nosso esporte, pois o prestígio dos atletas que concorriam, numa parada esplêndida de força e de saúde, bem mostrando a superioridade dos exercícios que os haviam moldado, conquistou para ele o favor do grande público.

O Culturismo teve um declínio na Europa após o fim da II Guerra Mundial e seu ressurgimento com força total nos Estados Unidos, onde foram instituídos muitos em todos os níveis, com polpudos prêmios em dinheiro aos vencedores e a possibilidade de projeção imediata ao mundo dos "ricos e famosos" através das revistas, rádio e cinema, a mídia de então.
Depois de apresentar os nomes internacionais e os brasileiros em maior evidência na época, a revista informa que se realizaram, em combinação com o Campeonato Mundial de Levantamento de Pesos de 1947 na Filadélfia e durante as Olimpíadas de 1948, em Londres, campeonatos para a escolha do físico mais perfeito, vencidos, respectivamente, por Steve Stanko e John Karl Grimek.

A propósito, é interessante fazer-se notar que os campeonatos de melhor físico foram introduzidos nos Estados Unidos em 1939, com a finalidade de servirem de complemento aos campeonatos de levantamento de pesos, dando-lhes um novo interesse e servindo de pausa entre as provas que se prolongavam. Aos poucos, a voga dos torneios para a escolha do atleta mais perfeito foi se avolumando de tal forma, que eles suplantaram os torneios de levantamento de pesos, oferecendo-lhes tão forte concorrência no favor público e nas preferências dos halterofilistas, que hoje são vistos com prevenção imerecida pelos levantadores pouco esclarecidos.

Dizendo que não há razão para recear o desaquecimento do levantadores em função dos modeladores, "São duas modalidades de um mesmo esporte", cada uma com as suas possibilidades, dividindo igualmente as preferências dos assistentes e perfeitamente capazes de viverem harmoniosamente em comum, pois não é raro verem-se halterofilistas destacando-se simultaneamente em ambos os ramos, e cita, entre outros, John Terlazzo, John Grimek, e os brasileiros Cláudio Flãvio de Magalhães, João Baptista, J. Cássio Fernandes, Justino Rocha Viana, Pantaleão Rinaldo e Cid Pacheco.

Ácidos Graxos

Os ácidos graxos que fazem parte dos lipídios ou gorduras são, em grande número, pertencentes a dois grupos: O dos ácidos graxos não-saturados e o dos ácidos graxos saturados, constituindo o estado de saturação ou não-saturação uma importante característica química, assim como nutricional, face o papel exercido por certos ácidos graxos nos processos metabólicos e imunitários.

Acham-se relacionados à presença ou ausência de duplas ligações na cadeia carbônica (denominados saturados de insaturados, respectivamente), variando em comprimento, desde quatro até 24 átomos de carbono, havendo exceção apenas para os membros pares da série. Quando dois carbonos adjacentes contêm ambos um átomo a menos de hidrogênio que o normal, ocorre uma dupla ligação. Ocorrendo apenas uma dupla ligação adiante da cadei a de carbono, esse ácido graxo é denominado monoinsaturado, e se duas ou mais duplas ligações ocorrerem, é denominado poliinsaturado. Os ácidos graxos podem apresentar cadeias curtas (quatro a seis átomos de carbono), cadeias médias (oito a 12 átomos de carbano) e cadeias longas (mais de 12 átomos de carbono na molícula). O aumento de cadeia dos ácidos graxos proporciona maneira de alongar seu comprimento pela adição de dois átomos de carbono para prover suas necessidades funcionais e a formação de uma dupla cadeia ou dessaturação. A dessaturação, isto é, a formação de uma dupla ligação, constitui processo de alterar os ácidos graxos disponíveis a fim de atender às necessidades orgânicas, como é o caso do ácido oléico, monoinsaturado, formado do ácido esteárico.

Os ácidos graxos poliinsaturados sofrem síntese através dos ácidos graxos insaturados existentes. O ácido linoléico sofre conversão a ácido graxo araquidônico pela dessaturação inicial, que consiste na remoção de dois hidrogênios e adição de uma unidade de dois carbonos, seguida de outra dessaturação. O tipo e a configuração dos ácidos graxos nos lipídios caracterizam as diferenças no sabor, textura, ponto de fusão, absorção, atividade metabólica e biológica.
As gorduras neutras contêm ácidos graxos de 16 a 18 átomos de carbono. Em maiores quantidades, os ácidos graxos saturados têm seu ponto de fusão mais alto, sendo encontrados em forma sólida à temperatura ambiente em fontes de origem animal. Os óleos vegetais contêm em sua maioria ácidos graxos insaturados e ponto de fusão mais baixo.

Treinos de Musculação mais Adequados


Saiba quais os tipos de treinos mais adequados aos seus objetivos e como executá-los. Sabemos que a musculação é uma das atividades mais importantes no Universo dos esportes e que é praticada por muitas pessoas, com objetivos distintos.
Qual o seu objetivo?Aumento da massa muscular?Melhora da condição física geral?Você quer emagrecer e ficar durinha?Aumento da performance esportiva?Aumento da potência?Aumento da resistência muscular?

Cada pessoa, após certo tempo de treinamento, adapta as técnicas, métodos e exercícios, de acordo com o seu nível de condicionamento, potenciais genéticos e objetivos. Uma correta programação de treinamento é essencial tanto para iniciantes, como para atletas. As pessoas reagem de forma diferente a estímulos iguais, por isso, a individualidade deve ser observada ao iniciar um tipo de treinamento.

Vamos analisar os diferentes tipos de treinamento feitos na musculação:
Hipertrofia muscularÉ o aumento na secção transversa do músculo, ou seja, aumento no tamanho e no número de filamentos de actina e miosina e adição de sarcômeros dentro das fibras musculares já existentes. Este aumento de massa muscular depende de vários fatores, como resposta individual ao treinamento, intensidade e duração do programa de treino.

Trabalho a ser feito- Repetições: de 6 a 12 repetições com carga entre 67% e 85% 1 RM (uma repetição máxima).- Séries por grupo muscular: maior que 3 séries.- Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: de 1 a 3 dias por semana.- Intervalo entre as seções: de 48 a 72 horas.- Intervalo entre as séries e os exercícios: descanso menor que 1 minuto e 30 segundos.- Velocidade de execução dos exercícios: lenta.O tempo de tensão é um importante estímulo para ajudar no aumento da hipertrofia muscular.

Força muscularÉ a capacidade de exercer força máxima para um dado movimento corporal. O aumento da força segue um certo curso temporal. Uma maior parcela de contribuição para este aumento vem da adaptação neural (melhora da coordenação e eficiência do exercício), porém, com o passar do tempo, a contribuição do aumento de massa muscular se torna essencial, para o aumento de força.

Trabalho a ser feito- Repetições: inferiores a 6, com carga superior a 85% de 1RM. Isto significa cargas altíssimas, perto da máxima.- Séries por grupo muscular: maior que 4 séries.- Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: de 2 a 3 dias por semana.- Intervalo entre as seções: de 48 a 72 horas.- Intervalo entre as séries e os exercícios: descanso de em média 3 minutos.- Velocidade de execução dos exercícios: lenta.

Potência muscularÉ a combinação entre a velocidade e a força. Quanto maior a força ou a velocidade de execução, maior será a potência gerada. A potência muscular pode ser determinada com um único movimento (como nos levantamentos de peso) ou com uma série de movimentos aeróbios, com um grande número de movimentos repetitivos.
Trabalho a ser feito- Repetições: as repetições podem variar, mas geralmente são inferiores a 10, utilizando pesos altos ou moderados, entre 30% e 90% de 1RM, dependendo da modalidade escolhida.- Séries por grupo muscular: maior que 4 séries.- Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: de 2 dias por semana.- Intervalo entre as seções: de 48 a 72 horas.- Intervalo entre as séries e os exercícios: descanso maior que 3 minutos.- Velocidade de execução dos exercícios: rápida.

Resistência muscularÉ o tempo máximo em que um indivíduo é capaz de manter a força isométrica ou dinâmica em um determinado exercício ou capacidade de manter a capacidade contrátil do músculo.

Trabalho a ser feito- Repetições: de 15 a 50, com até 65% de 1RM ou seja com cargas leves e moderadas.- Séries por grupo muscular: de 2 a 3 séries.- Freqüência semanal para o mesmo grupo muscular: de 3 dias por semana.- Intervalo entre as seções: de 24 a 48 horas.- Intervalo entre as séries e os exercícios: de 30 segundos a 2 minutos.- Velocidade de execução dos exercícios: moderada.
A escolha dos treinos a serem trabalhados será feita a partir principalmente dos seus objetivos, levando em conta o seu nível de condicionamento físico e disponibilidade de tempo.

Técnicas de Respiração


Aprenda a utilizar a respiração adequadamente dentro da musculação
As técnicas de respiração possibilitam o melhor aproveitamento dos diferentes exercícios de musculação por ocasionarem uma maior estabilização da coluna vertebral.
Esta estabilização é decorrente da elevação da pressão intra-abdominal, permitindo assim um melhor rendimento e segurança durante a execução dos exercícios.

A pressão intra-abdominal é elevada por intermédio da contração da musculatura abdominal, do diafragma e dos músculos intercostais, sendo que o bloqueio respiratório também influi de forma positiva ao aumento da pressão intra-abdominal.

Durante o esforço muscular é estimado que a pressão intra-abdominal reduza a sobrecarga sobre os discos vertebrais em aproximadamente 20%, podendo em alguns casos chegar a 40% de redução da sobrecarga suportada por estas estruturas (Zatsiorsky, 1995).
Devido a isto, a utilização de técnicas que utilizam o bloqueio respiratório, parcial ou total, são indicadas ao levantamento de sobrecargas máximas e sub-máximas.
Estas técnicas respiratórias estão presentes nos quatro tipos básicos de respiração: ativa, passiva, semi-bloqueada e bloqueada.

Na utilização da respiração ativa o processo de inspiração ocorrerá simultaneamente ao processo de contração muscular em sua fase concêntrica (elevação da sobrecarga), e a expiração será executada durante a fase excêntrica do movimento (volta da sobrecarga a posição inicial).
Dentro os métodos de respiração a respiração ativa é a menos utilizada, pois sua dinâmica não permite a contração eficiente da musculatura abdominal durante a fase concêntrica devido ao processo de inspiração, diminuindo assim a segurança e eficiência da execução.
Já durante a respiração passiva o processo de inspiração ocorrerá ao mesmo tempo que a musculatura realiza a contração excêntrica, e a expiração será executada durante a fase concêntrica do movimento.

Esta dinâmica permite que durante a fase concêntrica os músculos abdominais, que são os mais importantes dentre os músculos expiratórios, sejam contraídos, aumentando a pressão intra-abdominal, o que aumenta a eficiência e segurança à execução do exercício.
Este técnica é a mais indicada à maioria dos praticantes de musculação por aumentar a eficiência do movimento ao mesmo tempo que não acarreta grandes elevações na pressão arterial.
Quando o treinamento realizado visa a desenvolver a força máxima e suas derivadas, as técnicas de respiração utilizadas são a semi-bloqueada e a bloqueada.
Na respiração semi-bloqueada, a inspiração e realizada antes do ínicio do movimento e durante a fase concêntrica deste ocorre um bloqueio do processo respiratório, realizando-se durante a fase excêntrica o processo expiratório.

Esta técnica, permite um aumento considerável da pressão intra-abdominal, o que é de extrema importância à estabilização da coluna vertebral e conseqüentemente fator preventivo à ocorrência de lesões.

Caso durante a fase excêntrica o bloqueio da respiração seja mantido, teremos caracterizado a utilização da respiração bloqueada, onde a expiração ocorre após a completa execução do movimento.

Neste caso, tanto a expiração como a inspiração são executadas nos intervalos entre uma repetição e outra, e durante a execução a pressão intra-abdominal atingirá valores mais elevados do que durante a respiração semi-bloqueada.
Porém ambas as técnicas apresentam um alto índice de elevação da pressão arterial, sendo devido a isso aconselhadas apenas a atletas ou praticantes que já possuem um bom condicionamento físico.

Basicamente podemos resumir estas técnicas da seguinte forma em relação ao número de repetições utilizado em um determinado exercício:

a) 1 a 3 repetições - Respiração Bloqueada
b) 6 a 10 repetições - Respiração Semi-Bloqueada
c) Mais de 10 repetições - Respiração Passiva ou Ativa
Seguindo estas recomendações obteremos uma melhor estabilização de nossa coluna vertebral e isto é de vital importância para a segurança e eficiência dos diferentes exercícios em musculação.

Os Limites do Corpo


Estar em forma - tradução: magro, corpo durinho, músculos definidos - é o sonho que faz lotar as academias do planeta. Regata molhada de suor, faixa na testa, luva de proteção, homens e mulheres de todas as idades dedicam horas de agendas corridas ao esforço de eliminar gorduras, afinar a silhueta e, enfim, conquistar o gostinho de se olhar no espelho e se achar parecido com o sarado ou a sarada da televisão. Este é o sonho. A realidade é muito diferente. De um modo geral, as pessoas que assumem a necessidade de praticar exercícios físicos situam-se em dois grupos distintos: os que se dedicam com exagero, e acabam magros demais ou musculosos demais ou obcecados demais, e os que começam animados a semana 1, perdem o pique na semana 2 e desistem na semana 3 - só para começar tudo de novo alguns meses depois.Isso não acontece por acaso, nem por pura obsessão de uns e incontrolável preguiça de outros. Como a ciência vem demonstrando de forma cada vez mais inapelável, malhar e obter resultados consistentes é questão de genética e cabe a cada um encontrar seu limite e permanecer nele, sem extrapolar mas também sem fazer corpo mole.
Num dos mais recentes estudos americanos sobre o tema, um grupo de 742 pessoas extremamente sedentárias, pertencentes a cerca de 200 famílias diferentes, foi submetido a vinte semanas de um mesmo programa de exercícios supervisionado. Com as comparações entre os resultados obtidos, constatou-se que a melhora da resistência física é semelhante entre membros da mesma família e que a influência da carga genética no resultado é de até 47%. O estudo, ainda em andamento, é coordenado pelo pesquisador Claude Bouchard, diretor do Centro de Pesquisas Biomédicas Pennington da Universidade do Estado da Louisiana. Bouchard, especialista na pesquisa das relações entre genética e capacidade física, já havia coordenado na década de 80 outro importante levantamento na área. Primeiro, um grupo de trinta sedentários foi submetido a vinte semanas de treinamento, com cinqüenta minutos de exercícios vigorosos quatro vezes por semana. "Alguns melhoraram a forma física em 50% a 60%. Outros não tiveram melhora nenhuma", constatou Bouchard. Ele então repetiu o treinamento com pares de gêmeos idênticos, que, por serem clones naturais, são usados em inúmeros estudos para avaliar a importância da carga genética em contraposição às influências externas. Constatou que se um respondia bem ao treinamento, o mesmo ocorria com o outro; e se um ia mal, ambos iam.

Conclusão óbvia: há pessoas que nascem propensas a, exercitando-se, obter um corpo musculoso ou uma excelente resistência aeróbica.Outras não têm essa capacidade inata. Podem malhar e melhorar a condição física, mas não haverá esteira ou halter que promova a explosão de bíceps desejada por muita gente como ideal estético.

O pendor genético para obter resultados compensadores com a malhação é um aspecto muito pouco divulgado entre os que se esfalfam nas pistas de corrida e salas de musculação. No currículo dos atletas em tempo integral, no entanto, os genes têm papel de destaque. "Hoje sabemos que até 80% do resultado de alguns campeões olímpicos é determinado pela genética", diz o fisiologista Turibio Leite de Barros, coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo. A porcentagem varia conforme a modalidade esportiva. Os dois talentos físicos mais nitidamente marcados por fatores genéticos são para as corridas de resistência (maratona) e de velocidade (100 metros rasos).Em ambos os esportes, por mais que o atleta se dedique, jamais ganhará medalha se não tiver nascido, entre outras características, com a proporção de fibras "certas": vermelhas, mais aptas a agüentar longos períodos de contração sem se esgotar, no caso dos maratonistas; brancas, de contração rápida, para os velocistas. Já no caso dos levantadores de peso, o aumento da massa muscular depende da capacidade de um processo chamado síntese de proteína, que ocorre nos músculos (além, claro, de treinamento intenso). "O músculo funciona como um mosaico contendo vários tipos de célula. Cada pessoa tem seu mosaico, determinado pelos genes. Dependendo dele, a síntese de proteína é maior ou menor e é isso que determina o ganho de massa muscular", explica o fisiologista Barros.

Resumindo: em todas as modalidades esportivas, obviamente, o treinamento, a alimentação e o estilo de vida influem. Mas nada disso criará um atleta notável se a natureza não tiver contribuído com sua parte. Esse talento inato pode ser identificado através de uma série de testes que medem capacidade aeróbia, velocidade, potência, agilidade, flexibilidade, tempo de reação, coordenação motora, força e composição corporal. "Os resultados são comparados com o padrão da população e servem para indicar a aptidão física do atleta. A partir dessa definição é possível dirigir a pessoa para a atividade física em que terá melhores resultados", explica o fisiologista Renato Lotufo, diretor do Instituto de Avaliação Física do Esporte. Esses testes de aptidão são a base do trabalho de um programa de caça-talentos do Instituto Australiano de Esportes, dedicado a encontrar e preparar futuros campeões. "Partimos da premissa de que a habilidade vem em grande parte dos genes e um pouco do ambiente", disse a VEJA o médico Jason Gulbin, coordenador nacional do programa. Criado em 1994, o Programa Nacional de Identificação e Desenvolvimento de Talentos trabalha em conjunto com as escolas secundárias australianas, onde são feitas as primeiras avaliações. Os 2% melhores em cada um dos testes dessa primeira fase passam por uma segunda bateria de exames.Os selecionados são encaminhados para treinamento específico no esporte em que melhor se encaixam. Nos oito anos de existência do programa, mais de 350.000 jovens já foram avaliados. Destes, 35.000 passaram para a segunda fase e 3.500 para a terceira. Pelo menos 500 se tornaram campeões nacionais.

Os estudos com atletas servem para avaliar com precisão a influência do fator genético, de forma geral, e mostrar como é decisivo em indivíduos que vivem na fronteira do desempenho físico. Já em gente normal, que só (só?) almeja um corpo durinho, com músculos definidos e tudo no devido lugar, o papel dos genes é mais relativo. "Em uma pessoa que busca apenas estar dentro do peso ideal e satisfazer sua auto-imagem, o resultado dependerá 50% da genética e 50% da dedicação", diz Barros. Dentro do batalhão de esforçados malhadores os especialistas identificam quatro tipos (veja quadro ao lado) de respostas ao treinamento. Numa ponta estão os "geneticamente favorecidos", que, mesmo sem ser atletas, ganham músculos sem precisar se esfalfar demais. Na outra ficam os "desfavorecidos", que muitas vezes nem chegam a ver resultado algum de seus esforços, pois desistem antes. No meio estão os que têm de suar mais, mas acabam conseguindo resultados razoáveis. Especialistas na orientação de treinamentos avisam: não há como escapar; é preciso ter paciência e aceitar a resposta do corpo.

À primeira vista, a regra parece ter sido escrita para o sofrido batalhão dos geneticamente desfavorecidos. No entanto, ela vale também para o time que nasceu para puxar ferro - gente que consegue músculos com facilidade e, por isso mesmo, transforma-se em malhador inveterado, do tipo que faz o que o treinador recomenda e, escondidinho, um pouco mais. É assumidamente o caso do advogado paulista José Carlos Elias, 29 anos, que se exercita sete dias por semana. No início, seu objetivo era perder peso. Treze anos depois, ele ainda quer definir melhor os músculos, à base de duas horas e meia de exercícios diários, entre musculação, esteira, natação e jiu-jítsu. "Gosto dos resultados, gosto de ver que estou com o abdômen definido, corpo de atleta", orgulha-se. E confessa: "Faço mais do que o professor recomenda. Escondido, mas faço. Se ele sugere três exercícios para um determinado grupo muscular, faço quatro ou cinco". A publicitária Fabiana Consentino, 27 anos, corre na mesma esteira: passa cerca de duas horas na academia suando a regatinha de segunda a sábado. "Nem doença me faz parar. Já treinei até com febre e com o pé machucado. Sempre que viajo levo um tênis e uma roupinha de correr", gaba-se ela, que intercala musculação, aula de dança, step, spinning e de quebra um circuito acrobático (com aulas na cama elástica, no trapézio, na corda)."Faço vários exercícios, como os de glúteos, com o aparelho na carga máxima. No leg press, que é exercício para as pernas, já cheguei a sete bolachas de 45 libras (140 quilos) de cada lado", orgulha-se.

Malhadores compulsivos como Elias e Fabiana são cada vez mais comuns e nada, nem os constantes avisos de que distensões e inflamações musculares virão com certeza, os abala. "O mundo moderno vive sob a ditadura da beleza e os feios não são bem aceitos. Ser bonito é uma vitória, e o culto ao corpo é um caminho na direção desses valores", analisa o psicólogo Antonio Carlos Simões, coordenador do Laboratório de Psicossociologia do Esporte da Universidade de São Paulo.E corpo cultivado é o que não falta, sobretudo em novelas e reality shows, onde desfilam homens e mulheres com músculos estarrecedores, do tipo completamente fora do padrão da normalidade. Influenciáveis e, para seu profundo desgosto, muitas vezes divididos pela própria natureza entre magrelos e rechonchudos, os adolescentes são os primeiros a correr para a academia. Em nome de um pesinho a mais no aparelho, cultuam receitas milagrosas, como os suplementos alimentares - carboidratos, proteínas, aminoácidos e ativadores metabólicos de pouquíssimo efeito real. O resultado pode ser tentador, mas embute altos riscos. "Para um atleta, que vive da atividade física, trabalha no limite e ganha ou perde peso de acordo com esse limite, a suplementação nutricional é necessária. Mas para a manutenção da saúde ou da estética uma alimentação balanceada dá e sobra, e a suplementação pode provocar até problemas", alerta Antonio Herbert Lancha Junior, professor de nutrição da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Nutrição Humana e Performance. Muito mais mal à saúde ainda fazem os anabolizantes, que, apesar de proibidos, burlam com facilidade a vigilância e freqüentam muitas academias.

A malhação exacerbada, por si só, já traz malefícios. "É balela achar que quanto mais exercício, melhor", diz Turibio de Barros. "Se a pessoa exagera, os prejuízos passam a ser maiores que os benefícios", completa o fisiologista Lotufo. É o chamado overtraining (excesso de exercícios), que se manifesta com sintomas como falta de apetite, perturbação do sono e do humor e desgaste crescente do corpo (veja quadro ao lado). Protagonista de uma das mais evidentes mudanças de corpo no mundo das celebridades, a apresentadora Adriane Galisteu, animada com os resultados, já foi adepta do exercício físico obsessivo. Hoje, toma cuidado para não se transformar em um feixe de músculos. Seu programa continua impressionante, embora controlado. Adriane malha três vezes por semana, durante duas horas, com 8 quilômetros de esteira, 1.000 abdominais e mais exercícios de glúteos, tudo sem peso nem aparelhos - fichinha para quem já fez tudo isso, e um pouco mais, todos os dias da semana. "Quero que a minha ginástica me faça saudável. Não quero ficar grande nem muito definida", diz ela. Joana Prado, dona do corpão ultramalhado que a Casa dos Artistas 2 exibiu para espanto nacional no ano passado, é outra que resolveu ser mais comedida no suor: diminuiu o ritmo dos exercícios com o anunciado propósito de ficar menos fortona. A musa Luma de Oliveira também é relativamente comedida. Mexe o corpo na academia que montou em casa cinco vezes por semana, com direito a musculação com personal trainer e corrida na esteira. "Quero ganhar tônus muscular, ficar com a perna e o bumbum durinhos, mas manter minhas curvas", explica, com ares de quem conhece muito bem seu eleitorado.

Na mesma tribo milita o casal Marcos Mion, apresentador de TV, e a namorada, Mariana du Bois. Depois de modelar o corpinho à custa de um rigoroso programa de alimentação e exercícios, com o objetivo específico de exibir os novos músculos na telinha, Mion diminuiu o ritmo. Hoje, treina capoeira duas vezes por semana e faz musculação seis vezes. Mas não descarta um retorno aos abdominais intensivos, se a necessidade (tradução: qualquer ocasião para aparecer para muita gente de peito de fora) se apresentar. "Sei que, para ter um bom resultado, é só mergulhar três meses no treinamento específico", diz, conformado com o fato de que parar não pode nunca. "Se paro uma semana, viro um graveto", exagera. Mion atualmente treina ao lado de Mariana, a quem atribui um dos méritos de sua anatomia neste momento: o traseiro mais bonito. "Foi ela quem me ensinou os exercícios", informa. Esportista desde pequenininha, Mariana bate ponto na academia todo dia: passa uma hora na musculação, mais 45 minutos fazendo exercícios aeróbicos. "Acho que seria difícil eu me relacionar com alguém que não praticasse exercício", diz ela, estabelecendo bem os limites físico-afetivos. No contingente dos bíceps que aumentam ou diminuem ao sabor da ocasião, porém, nenhum par se compara ao da atriz americana Demi Moore (veja quadro), que ao longo de quinze anos já foi gorducha, fortinha, fortona, torneadíssima e por aí vai. É muito exagero? Mal, dizem os entendidos, não faz. Quem nasceu com a propensão excepcional de alta intervenção muscular, como Demi, pode muito bem ter seus momentos de barriga mais ou menos tanque, devendo apenas evitar mudanças muito extremas em intervalos muito curtos.

Malhação freqüente e conscienciosa, sem exageros nem desistências, é coisa para pouquíssimos. Em geral, quem vai religiosamente à academia vira malhador fundamentalista, para quem bíceps bom é o que não cabe na manga da camiseta G. Mais populoso ainda é o contingente dos que não se exercitam nunca ou começam e param, num constante exercício - esse sim - de mortificação.
Segundo estimativa da Associação Brasileira de Academias, quase metade das pessoas que se matriculam nas academias nacionais em um ano já desistiu de freqüentar as aulas ou aparecer na sala de musculação. Uma dessas alunas itinerantes é a modelo Fernanda Brandão, 20 anos, de Piracicaba, interior de São Paulo, que, por força do trabalho, precisa estar sempre com o corpinho em cima. "No último ano, parei três vezes, durante períodos de três meses. Normalmente, me matriculo, faço direito por dois meses e acabo parando. Já fiz um período de natação, depois saí; fiz aeróbica, saí. Agora estou tentando de novo, depois de um mês parada", relata, resumindo um itinerário com o qual certamente muita gente se identifica. A médica carioca Eliane Barros, 39 anos, perdeu a conta de quantas vezes se matriculou na academia e desistiu de ir em seguida."No início me matriculava no plano semestral, para ver se me empolgava. Daí passei para o trimestral, já pensando que posso fazer três meses e depois repensar", diz ela, que está na fase inativa - parou em dezembro. Fernanda e Eliane provavelmente fazem parte do grupo que demora para ter resultados ou tem resultados pouco intensos. Desencorajador, por certo. Mas nem por isso devem se conformar, enterrar-se no sofá e relegar a ginástica aos programas de televisão. Cada vez mais os especialistas estão convencidos de que a medicina não oferece nenhuma alternativa sequer comparável aos exercícios físicos em matéria de capacidade de prevenir doenças.

"A inatividade mata mais que a obesidade e mais que a hipertensão", alerta o médico esportivo Victor Matsudo, presidente do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Matsudo coordena o Agita São Paulo, um programa de combate ao sedentarismo citado como exemplar pela Organização Mundial de Saúde. Sua proposta: que todo mundo pratique trinta minutos diários de atividade física regular e moderada (vale até andar no shopping center, mas sem parar para olhar vitrines). Esse é o mínimo. O máximo está nos genes e na disposição de cada um, e nem precisa ser alcançado - um meio-termo, traduzido em exercícios vigorosos e regulares, já está mais que bom. Agora que sabemos de tudo isso, vamos todos nos exercitar regularmente, de acordo com nossas próprias limitações, cuidando para não exagerar nem delinqüir, certo? O.k., não vai tirar pedaço continuar sonhando com aquele físico ideal e praticamente inalcançável. Mas não se esqueça de que quem fica só sonhando carrega um único peso: o da própria e culpada consciência. E esse não derrete um grama sequer de gordura.
O problema de cada um
Entre os insatisfeitos com a própria figura que mais procuram as academias, quatro tipos físicos se destacam: o homem que ganhou barriga, a mulher que ganhou quadril e coxas, o adolescente que não ganhou nada além de altura e os pura e simplesmente gordos. A seguir, em linhas gerais, o programa de exercícios e o tipo de dieta recomendados para cada grupo.

DOUTOR, NÃO ENXERGO MEU PÉ
Os homens, principalmente a partir dos 35, 40 anos, ganham gordura localizada no abdome. Não, senhores, não se trata de descuido - é, de novo, uma daquelas irrecorríveis características genéticas.

MALHAÇÃO: primeiro, muito exercício aeróbico. Vale andar, pedalar, dançar, desde que seja com vigor e por pelo menos quarenta a sessenta minutos. Complementa a correria uma série de exercícios abdominais e localizados na região do tronco, que não removem a gordura, mas tonificam a musculatura da área em que ela está depositada. O ideal é alternar um dia de trabalho aeróbico com outro de localizado, cinco vezes por semana.

DIETA: se o excesso de peso não for grande, refeições equilibradas (por volta de 2 000 calorias/dia) e baixo consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes.

DOUTOR, NÃO ENTRO NOS JEANS
É inevitável: dos 35 anos em diante, toda mulher passa a acumular gordura na região dos quadris e das coxas. Umas mais, outras menos - mais uma vez, a medida está na genética.

MALHAÇÃO: o ideal, aqui também, é alternar um dia de programa aeróbico com outro de exercício localizado. No aeróbico, priorizar aparelhos que exijam mais das pernas, como o step. Na musculação, sempre com ênfase nos membros inferiores, usar pequenos pesos nos tornozelos.

DIETA: recomendam-se até 1 800 calorias/dia, com parcimônia em frituras, bebidas alcoólicas e refrigerantes.

DOUTOR, SOU UM PALITO

Por volta dos 15 ou 16 anos, a revolução dos hormônios que grassa no corpo do adolescente promove uma explosão vertical. De repente, ele fica mais alto que o pai. Infelizmente, os hormônios que cuidam da expansão de ombros, costas, coxas e bíceps demoram mais para agir e nem sempre atuam na proporção desejada.MALHAÇÃO: a ordem é pôr todas as fichas na musculação. Recomenda-se um obrigatório aquecimento aeróbico de vinte minutos seguido de quarenta minutos de exercícios, alternando os grupos musculares (num dia braços, em outro pernas, em outro costas etc.) e, aos poucos, ir aumentando o peso nos aparelhos.DIETA: comer bem é importantíssimo para quem tem pouca idade e muita vontade de ficar fortão. Maior perigo: déficit de calorias, ou seja, gastar mais do que se consome durante o dia. Recomendam-se 1,5 a 2 gramas de proteína (comida mesmo, não suplemento) por dia para cada quilo de peso. Também é importante ingerir 1 grama de carboidrato por quilo de peso até trinta minutos após a prática de exercícios.

DOUTOR, ODEIO A BALANÇA

A partir dos 35 anos, a tendência de todo homem e de toda mulher é ganhar 1 quilo por ano. Motivo: começa a haver perda de massa muscular e diminuição do metabolismo, ao passo que o consumo de calorias permanece igual, ou aumenta. Uma parte do ganho se traduz em mais barriga, no homem, e mais quadril e coxas, na mulher. Outra se espalha pelo corpo, sem distribuição localizada.

MALHAÇÃO: quem está acima do peso precisa de um programa de exercícios moderados e de longa duração, por uma hora, três a cinco vezes por semana. Os mais obesos devem evitar excessos, que podem provocar dores no joelho, tornozelo ou coluna, e optar por exercícios bem moderados (medida: que a respiração não atrapalhe a fala), ou dentro dágua.

DIETA: a regra geral é uma restrição alimentar em torno de 1 500 calorias para o homem e 1 200 para a mulher, divididas em seis refeições diárias. A idéia é perder peso aos poucos, sem grandes choques de abstinência.

Definição Muscular


Um dos motivos de maior preocupação entres os fisiculturistas é a definição muscular, pois é um dos itens que fará a diferença no resultado em uma competição e é um dos assuntos que mais causam dúvidas em relação à alimentação, principalmente. Antes de iniciar o tema sobre a definição muscular é conveniente salientar alguns pontos importantes:

O sistema muscular é formado pelos músculos esqueléticos (estriados), cardíaco e lisos. Seus elementos anexos são os tendões, fácias, aponeuroses, vasos sanguíneos e pelas fibras nervosas. Os músculos são a parte contrátil e os elementos anexos formam um sistema de alavancas. O tecido muscular é constituído de 75% de água, 20% de proteínas e 5% de minerais, glicogênio, lipídeos e de compostos nitrogenados não protéicos (Creatina, ATP e ADP).

Para nosso assunto interessa-nos os tipos de fibras musculares envolvidas no exercício, existem dois tipos básicos de fibras : as brancas de contração rápida (CR) que é recrutada preferencialmente nas atividades de curta duração e alta intensidade (anaeróbicas) e as vermelhas de contração lenta (CL) que é usado preferencialmente nas atividades contínuas e prolongadas (aeróbicas). A principal função do músculo esquelético é a contração e para isso é necessário energia.

A geração de energia para a atividade física provem do ATP (adenosina trifosfato) que é sintetizado por duas fontes básicas: processo anaeróbico alático e lático e processo aeróbico. O processo que nos interessa neste caso é o processo anaeróbico alático e lático, pois são predominantes nas atividades de curta duração e alta intensidade, como no caso do fisiculturismo. Estes processos são considerados anaeróbicos porque gera energia de forma rápida, a partir de processos de reações químicas que não necessita da presença de oxigênio:

Anaeróbico alático: é um processo que não utiliza a glicose, portanto não produz ácido lático. o substrato utilizado e a creatina fosfato (CP). as reservas de CP nos músculos são esgotadas em aproximadamente 10 segundos. Anaeróbico lático - produz ácido lático, pois utiliza a glicose a partir de transformações do glicogênio muscular. a degradação incompleta da glicose (a glicose é o único combustível metabólico para a glicólise anaeróbica) produz ácido lático que está relacionado com a fadiga muscular.

Os dois processos juntos fornecem energia para aproximadamente 3 minutos de atividade extenuante (o caso de exercícios com pesos).O crescimento muscular e a definição dos músculos em resposta ao treinamento com pesos é decorrente do aumento das fibras musculares e o aumento significativo da concentração de glicogênio, ATP e CP dentro das células. O treino com pesos envolve principalmente as fibras de contração rápida (CR) e em menor quantidade as fibras de contração lenta (CL). Esse tipo de treino produz dois tipos de sobrecarga:

Tensorial: que é a tensão surgida durante a contração dos músculos durante o exercício.

Metabólica: que é resultante dos processos de produção de energia dentro das células.
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